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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Origem do Rock - parte 2







Final dos anos 60 e início dos 70: Anos Dourados do Rock

Folk-Rock

Uma importante transformação do rock ocorreu em 1965, no Newport Folk Festival, quando Bob Dylan, um notável compositor e escritor de canções poéticas populares e letras de protesto social como "Blowin' in the Wind", apareceu tocando uma guitarra, acompanhado por sua banda de rock eletrônico. Assim, o folk-rock ocupa o seu espaço, com grupos que utilizam arranjos e cantores de rock, os quais compõem letras poéticas para suas canções (exemplo, "Norwegian Wood" e "Eleanor Rigby" dos Beatles). O arranjo do The Byrds da música "Mr. Tambourine Man" de Bob Dylan, é um clássico do folk-rock. Bandas como The Mamas And The Papas; Peter, Paul and Mary; Donovan; e The Lovin Spoonful tocavam um tipo música que foi classificado como folk-rock.

Canções de Protesto e a Cultura das Drogas

Nos anos 60, a música espelhava as tensões da Guerra do Vietnã e desempenhava um importante papel na cultura americana. O conteúdo verbal das canções de rock traziam rebeliões, protestos sociais, sexo e principalmente drogas. Muitos grupos, entre eles o Jefferson Airplane e o Grateful Dead, tentavam expressar na música, o sentimento aural das drogas psicodélicas, produzindo sons longos, repetitivos e esquisitos com letras surreais (conhecidos como "acid rock" ou "hard rock").

Em 1967, os Beatles novamente fizeram história com o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que, além de incluir canções que alertavam sobre as drogas, apresentava um corpo com peças interligadas, que constituía um todo orgânico. Ele foi considerado o primeiro "conceito de álbum". Outros trabalhos subseqüentes a este e com a mesma tendência foram o musical rock Hair (1968) e a ópera rock Tommy, composta e tocada pelo The Who.

O Rock Vem Com a Idade

No final dos anos 60, o rock estava amplamente relacionado a um importante padrão musical. Músicos como Miles Davis e John McLaughlin, e grupos como Traffic Or Blood, Sweat e Tears tentaram unir o rock ao jazz, enquanto que outros artistas como Leonard Bernstein e Frank Zappa queriam conectar o rock à música clássica. Os grupos que se destacavam pelos seus guitarristas, dentre eles Jimi Hendrix, Eric Clapton, Duane Allman e Jimmy Page, continuaram a executar variações com temas blues clássicos, utilizando instrumentos tradicionais do rock'n'roll.












De 1967 para frente, os festivais de rock começaram a entrar na sua melhor fase, pois milhares de jovens os freqüentavam justamente para ouvir rock music. A maioria destes festivais pacíficos e bem sucedidos foi realizada em Woodstock, N.Y., em agosto de 1969. Porém, mais tarde, um evento semelhante, que trazia os Rolling Stones e foi realizado em Altamont, Califórnia, foi marcado por vários incidentes violentos que foram filmados, houve até um assassinato. Por volta de 1970, várias celebridades do rock - Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix - morreram por excesso de drogas. As características andrógenas e perigosas passadas pelos Rolling Stones foram levadas ao extremo pelos artistas Alice Cooper e David Bowie, que, talvez, eram mais famosos pela ambigüidade sexual e comportamento fora do comum, em suas músicas.

Final dos anos 70 até hoje: Punk Rock, Video Music e Roqueiros de Meia Idade

Um fato importante do rock ocorreu no final dos anos 70 com o punk rock, que foi uma resposta a estagnação do gênero e um protesto político niilístico. Iniciou-se, evidentemente, na Grã Bretanha, por bandas como Sex Pistols e The Clash. O punk rapidamente tornou-se popular nos EUA. No início dos anos 80, o rock music havia se modificado consideravelmente. O Black Flag, o Dead Kennedys e outros grupos também adotaram temas de protestos políticos para compor suas músicas.
Durante os anos 80, os vídeos se tornaram um forma popular de promoção e entretenimento. Porém, no final dos anos 80, várias bandas, inclusive Nirvana, Pearl Jam e Mudhoney, continuaram seguindo a linha do punk rock, utilizando temas políticos e celebrando a própria falta de virtuosidade técnica. Nos anos 90, velhas bandas, entre elas o Grateful Dead e o Rolling Stones, tornaram a conquistar popularidade, não só dos jovens, mas também de muitos fãs de meia idade.

Origem do Rock - parte 1



Os anos 50: Bill Haley e o Rock'n'Roll

A primeira gravação rock'n'roll que obteve popularidade nacional foi "Rock Around the Clock" produzida por Bill Haley e The Comets, em 1955. Harley fez sucesso ao criar uma música voltada para a juventude, que incluía suas batidas empolgantes, a necessidade de se dançar e o efeito de suas letras. A melodia era claramente tirada por sua guitarra elétrica; as letras eram normais e simples. Haley acabou abruptamente como a ascendência das baladas suaves e sentimentais, que eram populares nos anos 40 e início dos 50. Ele também obteve êxito ao utilizar o ritmo black e o blues, de forma que o público de adolescentes brancos pudesse entender.

O blues, e o "rhythm and blues", também eram identificados como adultos, sexuais, revoltados e únicos pela cultura negra, por isso foram aceitos tanto emocional como comercialmente, sem precisar de adaptações. A principal gravadora havia anos que produzia gravações apenas para o público black, por isso era chamada de "race records". O surgimento do rock'n'roll trouxe um significante enfraquecimento na resistência da cultura negra. O incomparável rock'n'roll black que Haley criou, pode ser ouvido em produções sexualmente adultas de artistas como Hank Ballard e os Midnighters ("Work with Me, Annie") ou o "Grande" Joe Turner ("Shake, Rattle, and Roll"), ou no último som adaptado por Haley para um público branco que é "Dance with Me, Henry".

O rock'n'roll foi feito para ou sobre os adolescentes. Suas letras traziam temas comuns da adolescência: escola, carros, férias, pais e o mais importante, amor. Os principais instrumentos do velho rock'n'roll eram a guitarra, o baixo, o piano, a bateria e o saxofone. Todos os aspectos da música - sua batida pesada, a sonoridade, as letras auto-absorvidas e a liberação da loucura - indicavam uma rebeldia dos adolescentes pelos valores e autoridade dos adultos. Entre os influenciadores dos anos 50 estavam Chuck Berry ("Johnny B.Goode"), Little Richard ("Good Golly Miss Molly"), Sam Cooke ("You Send Me"), Buddy Holly ("Peggy Sue"), Jerry Lee Lewis ("Great Balls of Fire") e Carl Perkins ("Blues Suede Shoes").



Final dos anos 50 e início dos 60: Elvis,
Motown e a Invasão Britânica

O maior símbolo do rock'n'roll entre 1956 e 1963 foi Elvis Presley, um motorista de caminhão de Tupelo, Miss., que tornou-se cantor. Sua liberação melancólica e sexual atraía diretamente o público jovem, enquanto que horrorizava os mais velhos. Como o rock'n'roll havia se tornado um sucesso financeiro, as gravadoras que o consideravam uma coqueluche, começaram a garimpar novos cantores; eles geralmente faziam sucesso ao comercializar as suas músicas mais rebeldes. No final dos anos 50, por exemplo, estavam na moda as canções sentimentalmente mórbidas, assim como "Laura" e "Teen Angel".

Nesta época, Detroit tornou-se um centro importante para os cantores negros, então, surgiu um certo tipo de música conhecida como "Motown" [motor town], que foi nomeada pela Motown Records. O estilo é caracterizado por uma pessoa que canta canções melódicas e impressionistas, acompanhada de um grupo elegante com harmonias compactas e articuladas. Os expoentes populares deste estilo são: Temptations, Smokey Robinson e o Miracles, Diana Ross e o Supremes, e. Gladis Knight e o Pips.
O rock music tornou-se popular novamente em 1962, com o surgimento dos Beatles, um grupo de quatro rapazes com cabelos longos, de Liverpool, Inglaterra. No início, eles foram aclamados por suas energias e personalidades individuais atraentes, e não pela inovação de suas canções, que tiveram influência de Berry e Presley. A popularidade deles inevitavelmente incentivou outros grupos com nomes anormais. Um dos mais importantes destes grupos foi o Rolling Stones, cuja música derivou da tradição black do blues. Estas bandas britânicas instigaram o retorno às raízes blues do rock'n'roll, apesar de já possuírem características mais barulhentas e eletrônicas.

domingo, 5 de outubro de 2014

História do Videoclipe: “Everlong”, Foo Fighters


“Everlong” é o segundo single do álbum “The Colour and the Shape”, lançado em 1997. A letra da canção foi escrita quando Dave passava pelo término de casamento com a fotógrafa Jennifer Youngblood. A letra foi reescrita após Dave se apaixonar por outra mulher, por isso fala sobre aguardar pela pessoa por muito tempo e se conectar de uma forma física e espiritual.
O single fez sucesso entre o público amante do rock: vendeu 500 mil cópias, garantindo certificação de ouro nos EUA e ficou em 3ª posição no ranking de Faixas Modernas de Rock e em 4º lugar na parada de Rock Mainstream da Billboard.
Saiba tudo sobre o clipe "Everlong", do Foo Fighters
A crítica também recebeu a canção super bem: “Everlong” entrou nas listas de “melhores músicas rock de todos os tempos” dos veículos NME, Kerrang!, Stylus, VH1 e Triple M.

O clipe

Embora o conteúdo lírico de “Everlong” seja todo romântico, o videoclipe pendeu para o absurdo/satírico/cômico. O baterista Taylor Hawkins havia acabado de entrar para a banda (na gravação original foi o próprio Dave o responsável pela batera), e surge no clipe em seu esplendor de atuação.
Saiba tudo sobre o clipe "Everlong", do Foo Fighters
O diretor Michel Gondry foi chamado para comandar toda essa doideira. Ele havia dirigido os ótimos “Human Behaviour”, da Björk , “Like a Rolling Stone”, do The Rolling Stones e “Around the World”, do Daft Punk e mais tarde ganharia o Oscar pelo filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004).
No geral, o clipe de “Everlong” é uma paródia do filme “A Noite dos Mortos-Vivos”, de 1981, que conta sobre cinco jovens que passam por experiências bizarras dentro de um bosque.
Saiba tudo sobre o clipe "Everlong", do Foo Fighters
No caso do Foo Fighters, a história é um pouco diferente: Dave é o marido, casado com a esposa interpretada brilhantemente por Taylor Hawkins. Quando dormem, somos transportados para os sonhos deles, onde são assombrados por Pat Smear e Nate Mendel (os outros integrantes do grupo).
O sonho de Dave é ambientado em uma festa, tendo que lutar com valentões por sua mulher. O pesadelo de Taylor se passa em uma cabana no bosque (como em “A Noite dos Mortos-Vivos”) e mostra uma garota sozinha tendo o local invadido por dois caras assustadores. No final, tudo está bem, os membros da banda se despem de seus figurinos e tocam seus instrumentos.
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Curiosidades

- A duração da faixa “Everlong” é de 4:10. O clipe, no entanto, dura 4:49 e precisou de uma versão estendida da música.
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- Para dar mais destaque à brincadeira de sonho/realidade, o diretor Gondry preferiu manter as cenas de sonho em colorido e as de realidade em preto e branco (geralmente o que se faz é o oposto).
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- Durante o VH1 Storytellers, Grohl declarou que “Everlong” nem estava nos planos de entrar no disco “The Colour And the Shape”. “Achávamos que o álbum estava completo, mas tivemos uma ideia e gravamos uma demo. Honestamente, acho que se não fosse por essa música, provavelmente não estaríamos aqui, porque ela abriu tantas portas para nós, melódica e dinamicamente e foi uma razão para continuar sendo uma banda”.

Saiba tudo sobre o clipe "Everlong", do Foo Fighters
- Outra coisa que Dave contou foi que, durante uma turnê com Bob Dylan, abrindo os shows dele, tocaram uma versão acústica de “Everlong” e Dylan ~himself~ disse a Grohl que queria tocá-la.
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